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Blue-ray
 

Blue-ray, uma nova geração de DVDs

Novíssima tecnologia facilitará o armazenamento de dados, de
até 30GB, e aumentará a velocidade de leitura das informações


19 de fevereiro de 2002. Este foi o dia oficial em que nove grandes companhias eletro-eletrônicas (Hitachi Ltd., LG Electronics Inc., Matsushita Electric Industrial Co. Ltd., Pioneer Corporation, Royal Philips Electronics, Samsung Electronics Co. Ltd., Sharp Corporation, Sony Corporation, Thomson Multimedia) estabeleceram padrões para a próxima geração de DVDs, o Blue-ray.

Mas o que é o Blue-ray?

Para se arquivar imagens com maior definição, é preciso maior quantidade de dados, o que conseqüentemente implica em um número maior de discos. Como ninguém é a favor de trocar o disco de DVD a cada 10 minutos de filme, ou adquirir DVDs com o tamanho de uma pizza família, a solução mais coerente foi a de criar uma nova mídia com um tracking pitch menor (pontos gravados na superfície do disco – quanto menores, maior pode ser a sua quantidade). Uma vez que os pontos gravados na superfície do disco são menores, necessita-se de um feixe de laser mais fino e preciso para a leitura dos dados. Aí entra o Blue-ray. Na verdade, Blue-violet (azul-violeta), um laser de longa freqüência (o que lhe dá essa coloração) e com precisão cirúrgica. A maior dificuldade até hoje era a de viabilizar o seu uso em temperatura ambiente, e por longos períodos. Superou-se esse obstáculo, e as características da mídia foram traçadas:

  • Capacidade de Armazenamento: 23.3GB / 25GB / 27GB

  • Comprimento de onda do laser: 405nm (laser azul-violeta)

  • Abertura da lente: 0,85 NA

  • Transferência de dados: 36Mbps

  • Diâmetro do disco: 120mm

  • Espessura do disco: 1,2mm (com 0,1mm de camada protetora)

  • Resolução de Pitch: 0,32um

  • Dimensões do Cartridge*: Aprox. 129 x 131 x 7mm

*Cartucho inviolável onde o disco será acondicionado.

Devido à sua necessidade de precisão, a nova versão de DVD será acondicionada em um cartucho, pois um simples risco ou impressão digital seria capaz de inutilizar a mídia. Na verdade, foram definidos padrões e metas para armazenamento dos dados em discos com maior capacidade. Com maior definição de imagem, o HD-DVD continuará trabalhando com o protocolo MPEG2 para compactação de vídeo, mas com o formato MP@HL (Main Profile at High Level) no lugar do MP@HL (Main Profile at Main Level), que vinha sendo usado para se obter resoluções de vídeo de 720x480 pixels (NTSC) nos DVDs atuais. O MP@HL possui as mesmas resoluções e padrões do HDTV (High Definition Television). Aliás, essa é a meta da nova geração de DVDs: Maior definição de imagem: 1280 x 720p (progressivo) ou 1920 x 1080i (interlaced) pixels.

Alguns protótipos foram demonstrados em feiras, mas apenas dando ênfase à capacidade de armazenamento e velocidade de leitura dos dados. Velocidade para a qual se deve tirar o chapéu: 36Mbps.

Enquanto um DVD player convencional pode ler até 10Mbps aproximadamente, e seus dados são arquivados com um bit-rate médio de 6,5Mbps, para se arquivar vídeos de alta definição, a compactação média dos filmes em HD (high-definition) terão um bit-rate médio de 26Mbps. Aliás, os players deixarão de ser somente players e passarão a ser recorders também. E não gravarão somente em HD, mas poderão gravar em broadcast qualquer sinal de vídeo, seja de uma camcorder ou de uma emissora de TV. Para essa resolução de vídeo (720x480pixels), sua mídia comportará 13 horas de imagem contra as 2 horas em HD – a 1280 x 720p (progressivo) ou 1920 x 1080i (interlaced) pixels.

Interatividade

E quanto aos recursos de interatividade? Nada ainda foi traçado. Em 1994, quando os padrões dos atuais DVDs foram traçados, a visão para interatividade resumia-se a menus, multi-ângulo e outros recursos que hoje em dia deixam muito a desejar. Os atuais programadores de DVDs (Authorers) se desdobram para tentar acompanhar a linguagem visual e de interação que softwares multimídia atingem hoje em dia. Tomara que o Grupo dos Nove (os nove fabricantes acima mencionados) pense um pouco em interação. Alguns especialistas especulam que, além de poderem ler os DVDs atuais, o player Blue-ray passará a ter um hard-drive interno para guardar dados e interagir da melhor forma com o usuário. Afirmam até que terá conexão com a Internet, o que não seria má idéia. Imagine só poder ter a filmografia completa de um diretor, mesmo ao utilizar um disco mais antigo. Ao se clicar em Filmografia, um banco de dados atualizado seria trazido via net. Isso é TV interativa.

 
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