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Era Digital
 

Criminosos especializados estão substituindo hackers, diz IBM


Segundo estudo encomendado pela IBM, executivos consideram que criminosos especializados estão substituindo hackers

SÃO PAULO - A IBM encomendou uma pesquisa global sobre crimes digitais e seus impactos para as empresas, feito em 17 países, incluindo o Brasil, entrevistando cerca de três mil executivos de tecnologia. A maior parte dos 150 executivos entrevistados no Brasil (91%) acredita que grup

os criminosos organizados, com sofisticação técnica, estão substituindo hackers individuais no mundo do crime digital.

A informação está em sintonia com a análise global (com os 17 países), cujo resultado foi de 84%. A ameaça de sistemas desprotegidos em países em desenvolvimento também é crescente para 72% dos brasileiros e para 63% dos empresários ouvidos na amostra global.

Outro dado chamou a atenção: 86% das empresas ouvidas no Brasil e 66% do total global afirmam que as ameaças à segurança corporativa estão surgindo dentro das próprias organizações.

O estudo mostrou ainda que 38% dos executivos brasileiros vêem o crime digital como uma ameaça maior ao seu negócio do que o crime físico (23%), enquanto que no resultado da pesquisa global este índice sobe para 40%.

Mais de um terço (39%) das empresas brasileiras (em comparação aos 30% da comunidade global) avalia os dois crimes como uma ameaça às suas organizações.

Em relação ao impacto financeiro, 71% dos executivos de TI no Brasil acreditam que o crime digital traz mais prejuízos às suas organizações do que o crime físico (29%). No estudo global este resultado também é alto: 58%.

Legislação

O estudo encomendado pela IBM conclui que para as empresas é fundamental a aplicação da lei no combate aos crimes digitais organizados. Mais de dois terços (72%) dos executivos brasileiros acreditam que estão protegidos adequadamente contra o crime digital organizado, resultado mais alto do que o global, de 59%.

Para 64% das empresas brasileiras pesquisadas a responsabilidade no combate ao crime é de todos os agentes envolvidos (internacionais, nacionais, e locais). Nos 17 países este número ficou em 54%.

Mais de três quartos (83%) dos empresários brasileiros concordaram que a aplicação da lei não é suficiente para combater o crime digital organizado, contra 60% do total.

Quase todas as empresas no Brasil (90%), em comparação a 67% do total da amostra, acreditam que os legisladores do seu país não estão fazendo o suficiente para ajudar empresas e consumidores a combater o crime digital. Em relação à cooperação com outros governos, 78% dos brasileiros ouvidos também não acreditam que o Brasil esteja fazendo sua parte.

Segurança

O resultado do Brasil ficou muito próximo ao do estudo global quando os executivos foram perguntados quais as duas principais iniciativas de segurança a serem adotadas, ao longo do ano.

A atualização do software de vírus foi apontada como a primeira medida, por 24% dos empresários brasileiros e 27% dos executivos da amostra global. No Brasil, a implementação de sistemas de gerenciamento de vulnerabilidades/correções na rede aparece como a segunda prioridade para 23%, em comparação com 19% dos três mil executivos ouvidos.

O estudo também mostrou que o crime digital pode ter um grande impacto sobre os resultados das empresas. Para 80% dos brasileiros a perda de clientes é o custo mais alto, enquanto que este percentual fica em 67% entre os executivos do estudo global.

O dano à imagem aparece em segundo lugar, em relação ao impacto nos negócios, para 77% das empresas ouvidas no Brasil e para 63% no resultado global.

Outros impactos também apontados pelos brasileiros incluem perda de receita (66%); custo do serviço de restauração (59%); perda da produtividade dos funcionários (52%); perda de clientes em potencial (50%); custo da investigação da violação (38%); perda da capitalização do mercado (37%); custo da notificação a clientes, fornecedores e público em geral (26%); e taxas legais (17%).

 
Histórico
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